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Histórias de Amor

Blogue das aventuras de quatro bebés e os conselhos de um pediatra.

Histórias de Amor

10
Mai19

Mamã dói a barriga

Revista Saúda

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A dor de barriga é uma queixa muito comum nos mais pequenos e por vezes não é fácil despistar a sua causa ou veracidade pois pode-se tratar apenas uma de uma chamada de atenção da parte da criança.

A idade é um factor importante, pois quanto mais nova for a criança maior é a probabilidade da dor de barriga ser “verdadeira”, assim como o tipo de dor abdominal, a sua localização, a duração e hora do dia, se a dor surge depois das refeições e se há a presença de outros sintomas tais como cólicas, febre, náuseas, vómitos, sintomas urinários ou alterações do trânsito intestinal.

Os pais devem tentar perceber se a criança anda mais ansiosa, ou se existe algum motivo de stress que esteja a causar a dor abdominal, porque há crianças que interiorizam muito os seus problemas e têm episódios de dor que nada tem a ver com a ingestão de alimentos, defecação ou exercício físico.

Fale com o pediatra pois poderá ser necessário fazer algum exame específico ou alterar a dieta da criança.

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

26
Abr19

A salvo na Primavera

Revista Saúda

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Nesta época do ano além dos dias mais compridos e solarengos, chegam também as alergias causadas pelos grãos de pólen produzidos pelas plantas na fase de polinização. Porque são minúsculos e leves viajam à boleia do vento, e quando entram em contacto com o organismo da criança podem desencadear os sintomas da alergia, que variam consoante a sua idade e o tipo de alergénio:

  • Espirros, nariz entupido ou a pingar.
  • Olhos lacrimejantes com comichão.
  • Pele vermelha, irritada e com comichão.
  • Vómitos e diarreia.

Habitualmente a primeira manifestação alérgica na criança é o eczema atópico, que pode surgir durante o primeiro ano de vida, depois podem aparecer as alergias respiratórias, como a asma e a rinite, associadas também aos grãos de pólen das gramíneas e das ervas daninhas.

Como é impossível evitar a exposição ao pólen a solução passa por ter alguns cuidados para minimizar os sintomas:

  • Consulte os boletins de polinização (spaic.pt)
  • Evite actividades ao ar livre em áreas de elevada polinização, como o campismo, e passeios nos dias mais quentes, secos e ventosos.
  • Quando programar as férias em família escolha uma época e um local de forma a evitar o contacto com o pólen a que a criança é alérgica.
  • Se viajar de carro mantenha as janelas fechadas, assim como em casa.
  • Mude a roupa da criança ao chegar a casa, dê-lhe um banho e lave-lhe o cabelo antes de a deitar para que não fiquem resíduos quer na cama quer na almofada.
  • Encoraje os mais pequenos a usarem óculos escuros fora de casa.

A boa notícia é que algumas alergias tendem a melhorar com a idade e outras podem ser controladas com o tratamento adequado.

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

 

12
Abr19

RINITE ALÉRGICA…Atchimmmm!

Revista Saúda

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É uma doença inflamatória da mucosa nasal, que se manifesta através de espirros, nariz entupido, comichão no nariz, olhos, garganta, ouvidos e céu-da-boca. Os olhos lacrimejantes e o pingo no nariz também fazem parte dos sintomas da doença.

A inflamação é provocada pelo contacto com agentes alergénios como por exemplo, os ácaros do pó presentes nos peluches da criança e os pelos do amigo de quatro patas. Os bolores, as poeiras e os pólenes (cujas concentrações no ar aumentam na primavera) também podem desencadear sintomas de rinite.

Há gestos que ajudam a controlar esta inflamação:

  • Uma boa higiene das fossas nasais, limpando-as regularmente com soro fisiológico ou água do mar,
  • Descongestionante, adequado à idade da criança, destinado ao tratamento sintomático da congestão nasal e protecção da mucosa.

Mas o melhor é mesmo prevenir a rinite, evitando a exposição à substância que causa a alergia:

  • Ventile e areje bem a casa, sobretudo o quarto
  • Evite tapetes, alcatifas, peluches, livros e tudo o que acumule pó
  • Aspire bem o chão e o colchão
  • Lave semanalmente os lençóis a temperaturas elevadas (+60°C)
  • Evite actividades ao ar livre quando as concentrações de pólenes forem mais elevadas
  • Encoraje a criança a usar óculos de sol ao ar livre,
  • Consulte os boletins polínicos quando planear passeios ao jardim ou ao parque.

Se não tratar a rinite de forma adequada, pode estar a abrir uma porta a outras doenças, como a sinusite ou a asma.

E agora chame o seu filhote porque está na hora de arrumar a bonecada lá de casa, apesar de fofos, os peluches são uma das maiores fontes de alergénicos e por isso deve evitá-los.

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

29
Mar19

Lanches fora de casa

Revista Saúda

 

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Com a chegada da Primavera e do bom tempo os lanches no jardim fazem as delícias de miúdos e graúdos. Está na hora de tirar a manta da gaveta e o cesto do Picnic da arrecadação.

Opte, preferencialmente pela fruta, de preferência por peças para “comer à dentada” ou …que não fiquem escuras depois de descascadas.

É aconselhável lavar muito bem todos os frutos antes de os consumir, mesmo aqueles que vão ser posteriormente descascados, deve retirar a casca, se não tiver segurança em relação aos pesticidas que foram usados durante o cultivo, uma vez que grande parte dos químicos usados acumula-se na casca.

A acompanhar fica a sugestão de um pão de Banana que além de ser fácil de confecionar, é delicioso e fácil de transportar.

Leva apenas:

  • 2 Bananas maduras
  • 2 Ovos
  • 1 Chávena de farelo de aveia
  • 1 Chávena de farinha espelta
  • 1 Colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 1/2 Chávena de óleo de coco (à temperatura ambiente) 

    PÃO DE BANANA (002).jpg

     

  1. Triturar as bananas no robot de cozinha
  2. Adicionar os restantes ingredientes
  3. Bater tudo até ficar uma massa homogénea
  4. Untar muito bem uma forma rectangular e deitar a massa
  5. Levar ao forno, pré-aquecido a 180 graus, até ficar cozido, aproximadamente durante 25 minutos.

Para completar o cesto do lanche junte um cantil com água e chapéus para todos.

E claro que não pode faltar o protector solar aplicado antes de sair de casa.

Quando chegar ao jardim escolha uma sombra para estender a manta, bom lanche!

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

 

01
Mar19

Brincadeiras de Carnaval

Revista Saúda

 

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Chegou um dos dias mais aguardados pela pequenada, o Carnaval!

É tempo para vestirem a pele do seu super-herói, da princesa favorita, do astronauta ou da bailarina. É vê-los a desfilar pela rua e na escola perante os olhares babados dos papás, de telemóvel em punho a registar todos os ângulos e poses das suas mini personagens num mundo faz-de-conta.

Para ajudar a tornar este momento ainda mais mágico juntam-se às fatiotas as pinturas de rosto. Certifique-se que estas cumprem todas as normas de segurança de brinquedos e cosméticos. Também devem ser à base de água e tão fáceis de aplicar como de remover. Quando escolher uma tinta de rosto e corpo verifique se são indicadas para a pele sensível da criança e que não contêm perfume nem parabenos.

Na hora de retirar as pinturas, prefira produtos de limpeza suaves, que reequilibrem a pele. Se usar água opte por um creme lavante  nutritivo, que preserve o filme hidrolipidico, respeitando perfeitamente o equilíbrio cutâneo bem como os efeitos secantes da água calcária. Se optar por uma limpeza sem enxaguamento aplique num algodão uma água de limpeza directamente nas zonas a limpar, com movimentos suaves. Após a limpeza aplique um cuidado hidratante, para recuperar o conforto da pele que pode ficar seca ou sensibilizada devido às tintas.

Em caso de dúvida pergunte à sua farmacêutica.

Boas brincadeiras!

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

15
Fev19

Mimos de São Valentim dentro do prazo de validade

Revista Saúda

 

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A propósito do dia dos namorados, mime o seu mais que tudo, com um produto de dermo cosmética. Na sua farmácia, tem à sua disposição uma gama alargada de produtos, entre os quais cuidados hidratantes, de higiene, reparadores, antitranspirantes ou capilares.

Além de escolher o produto adequado ao tipo de pele ou cabelo, deve armazená-lo correctamente e respeitar o seu prazo de validade.

As coisas estragam-se: é um facto da vida. Por vezes a mudança é lenta, como quando falamos da decomposição de alguns plásticos que sabemos demorar centenas de anos… Por vezes é rápida, como quando deixamos a sopa fora do frigorífico e ao fim de dois dias está azeda.

Os processos que fazem com que os produtos se estraguem são muitos e variados, mas o importante a reter daqui é que lá porque são sintetizados em laboratório ou porque aparecem numa forma que se nos aparenta mais ou menos invulnerável, não implica que não se estejam a degradar.

Quando um produto é autorizado a ser comercializado tem de trazer consigo alguns “estudos de estabilidade”, ou seja, a informação do que acontece quando está exposto a determinadas condições de armazenamento durante determinado período de tempo. É com base nisso que se calcula o prazo de validade do produto, que é o tempo estipulado pelo fabricante na qual é garantida a utilização segura de um produto em boas condições:

  • Se o produto tem uma durabilidade mínima superior a 30 meses, deve indicar no rótulo o símbolo (boião aberto) que inclui o período de utilização em meses e/ou anos.
  • Se a durabilidade mínima é inferior a 30 meses tem que estar indicado no rótulo uma data limite de utilização.
  • Mas existem cosméticos sem prazo de validade indicado na embalagem, isto acontece no caso de produtos que não correm risco de deterioração ou de produtos que não se abrem (aerossóis)

 

É verdade que o produto muitas vezes está “bom” mesmo depois de passar o prazo de validade impresso, mas depende muito de vários factores,como as condições em que esteve armazenado.

Por isso produtos que estão fora do prazo  (impresso ou depois-de-aberto), ou que estiveram em condições de armazenamento menos-que-adequados devem ser entregues na farmácia.

Em caso de dúvida fale com o seu farmacêutico.

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

18
Jan19

Lanches Saudáveis

Revista Saúda

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A obesidade infantil é uma doença que não é um problema das crianças mas sim dos pais, por isso as escolhas saudáveis devem ser ensinadas e postas em prática desde tenra idade.

Duas receitas de lanches homemade, testadas e aprovadas pelos miúdos cá de casa:

Panquecas de banana

  • 1 Chávena farinha de aveia
  • 1 Chávena flocos de aveia
  • 1/2 Chávena leite ou bebida vegetal
  • ½ Banana
  • 1 Ovo
  • 1 Noz de gordura vegetal

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  1. Bata tudo no liquidificador até obter uma consistência macia,
  2. Unte a frigideira com a gordura vegetal e leve ao lume,
  3. Quando estiver quente, coloque umas colheres de massa no meio da frigideira,
  4.  Com a ajuda de uma espátula vá levantando uma pontinha da massa e quando estiver dourada vire-a com cuidado.

Como Toppings pode juntar fruta e iogurte natural sem adição de açúcar.

 

Papa de cereais

  • 1 Colher de sopa de flocos de aveia
  • 1 Colher de sopa de sêmola de milho
  • 1 Colher de sopa millet*
  • 120 ml de água

 

  1. Coloque num tacho todos os ingredientes e mexa devagar durante 20 minutos
  2. Bata tudo no liquidificador até obter uma consistência macia

 

*Demolhar durante 8h e depois lavar muito bem com água

 

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

04
Jan19

Ano novo, miúdos para a rua!

Revista Saúda

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Sair de casa, trocar os écrans por um passeio ao parque, ao jardim ou à biblioteca, é uma óptima resolução para por em marcha,agora, no início do ano.

Os mais pequenos vão divertir-se, gastar energias e dormir melhor.

A chegada do Inverno trouxe o frio, mas vamos lá descomplicar e sair para a rua, bem quentinhos, com várias camadas de roupa, para manter o calor e aproveitar o sol de Inverno.

Porque as defesas se criam em condições “adversas”, deve haver o contacto das crianças com o frio.

Antes de sair de casa aplique um creme nutritivo cold cream no rosto e mãos para proteger a pele das agressões externas.

Na mochila não pode faltar:

  • Stick nutri protector, com cold cream, para aplicar nas maçãs-do-rosto da criança e renovar a aplicação sempre que necessário;
  • Toalhetes;
  • Fraldas;
  • Biberão ou cantil com água;
  • Snack;
  • Gorro e cachecol;
  • Muda de roupa;

E se chuviscar, vista o impermeável, calce umas galochas aos garotos e deixe-os saltar nas poças de água, vale tudo menos ficar com as crianças fechadas o Inverno inteiro!

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

21
Dez18

Campanha caixinhas por tampinhas na farmácia

Revista Saúda

 

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No passado mês de Novembro, a farmácia Leal, em Oeiras, criou a campanha Caixinhas por Tampinhas, associando-se ao movimento nacional de recolha de tampas de plástico (tampinhas), por isso estamos neste momento a promover que sejam entregues aqui na farmácia.
Pretendemos partilhar o material recolhido com outras instituições que recolham as tampinhas para apoiar projectos de solidariedade social.
Neste sentido, convidámos a comunidade escolar da nossa área a aderir ao programa de uma forma diferente: eles entregam os resíduos de medicamentos e nós trocamos por tampinhas.
Começámos por desafiar os verdadeiros influencers das famílias portuguesas – fomos à escola conversar com as crianças, sobre o circuito da reciclagem dos resíduos de medicamentos e a dinâmica da acção.
Os medicamentos entregues à farmácia são canalizados para a Valormed, a qual é responsável pelo seu tratamento e destruição.
As tampinhas entregues à escola são canalizadas para as iniciativas solidárias que estiverem a decorrer no estabelecimento de ensino.
Esta acção visa promover a reciclagem e destina-se a apoiar projectos de solidariedade social em parceria com a comunidade local.

09
Nov18

Espirros e ranhocas

Revista Saúda

 

 

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É normal os bebés espirrarem com frequência, é um mecanismo natural para expulsar as secreções.

A limpeza do nariz deve ser feita com cuidado e superficialmente, utilizando a ponta de um lenço de papel limpo. 

Se a criança tem o nariz entupido e/ ou as secreções se tornam mais espessas, vai ter dificuldade em respirar, por isso é necessário facilitar a sua remoção:

- Incentive a criança a beber mais líquidos

- No banho promova a respiração do vapor de água durante aproximadamente dez minutos

- Utilize sem exageros um aspirador nasal que seja adequado à idade do bebé, para remover o muco. A aspiração das secreções não é uma manobra agradável para os mais pequenos, por isso é necessário fazê-lo com calma e serenidade escolhendo um local confortável e uma posição relaxante.

- Aplique soro fisiológico ou sprays de água do mar para ajudar na limpeza do nariz, evitando assim complicações posteriores como infecções do ouvido (otite), sinusite ou tosse. Ao libertar o bebé do excesso de muco está a ajudar a criança a respirar correctamente, garantindo um sono tranquilo. Melhora igualmente a  alimentação.

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

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