Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Histórias de Amor

Blogue das aventuras de quatro bebés e os conselhos de um pediatra.

Histórias de Amor

12
Abr19

RINITE ALÉRGICA…Atchimmmm!

Revista Saúda

Farmacéutica.jpg

 

É uma doença inflamatória da mucosa nasal, que se manifesta através de espirros, nariz entupido, comichão no nariz, olhos, garganta, ouvidos e céu-da-boca. Os olhos lacrimejantes e o pingo no nariz também fazem parte dos sintomas da doença.

A inflamação é provocada pelo contacto com agentes alergénios como por exemplo, os ácaros do pó presentes nos peluches da criança e os pelos do amigo de quatro patas. Os bolores, as poeiras e os pólenes (cujas concentrações no ar aumentam na primavera) também podem desencadear sintomas de rinite.

Há gestos que ajudam a controlar esta inflamação:

  • Uma boa higiene das fossas nasais, limpando-as regularmente com soro fisiológico ou água do mar,
  • Descongestionante, adequado à idade da criança, destinado ao tratamento sintomático da congestão nasal e protecção da mucosa.

Mas o melhor é mesmo prevenir a rinite, evitando a exposição à substância que causa a alergia:

  • Ventile e areje bem a casa, sobretudo o quarto
  • Evite tapetes, alcatifas, peluches, livros e tudo o que acumule pó
  • Aspire bem o chão e o colchão
  • Lave semanalmente os lençóis a temperaturas elevadas (+60°C)
  • Evite actividades ao ar livre quando as concentrações de pólenes forem mais elevadas
  • Encoraje a criança a usar óculos de sol ao ar livre,
  • Consulte os boletins polínicos quando planear passeios ao jardim ou ao parque.

Se não tratar a rinite de forma adequada, pode estar a abrir uma porta a outras doenças, como a sinusite ou a asma.

E agora chame o seu filhote porque está na hora de arrumar a bonecada lá de casa, apesar de fofos, os peluches são uma das maiores fontes de alergénicos e por isso deve evitá-los.

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

29
Mar19

Lanches fora de casa

Revista Saúda

 

Farmacéutica.jpg

 

Com a chegada da Primavera e do bom tempo os lanches no jardim fazem as delícias de miúdos e graúdos. Está na hora de tirar a manta da gaveta e o cesto do Picnic da arrecadação.

Opte, preferencialmente pela fruta, de preferência por peças para “comer à dentada” ou …que não fiquem escuras depois de descascadas.

É aconselhável lavar muito bem todos os frutos antes de os consumir, mesmo aqueles que vão ser posteriormente descascados, deve retirar a casca, se não tiver segurança em relação aos pesticidas que foram usados durante o cultivo, uma vez que grande parte dos químicos usados acumula-se na casca.

A acompanhar fica a sugestão de um pão de Banana que além de ser fácil de confecionar, é delicioso e fácil de transportar.

Leva apenas:

  • 2 Bananas maduras
  • 2 Ovos
  • 1 Chávena de farelo de aveia
  • 1 Chávena de farinha espelta
  • 1 Colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 1/2 Chávena de óleo de coco (à temperatura ambiente) 

    PÃO DE BANANA (002).jpg

     

  1. Triturar as bananas no robot de cozinha
  2. Adicionar os restantes ingredientes
  3. Bater tudo até ficar uma massa homogénea
  4. Untar muito bem uma forma rectangular e deitar a massa
  5. Levar ao forno, pré-aquecido a 180 graus, até ficar cozido, aproximadamente durante 25 minutos.

Para completar o cesto do lanche junte um cantil com água e chapéus para todos.

E claro que não pode faltar o protector solar aplicado antes de sair de casa.

Quando chegar ao jardim escolha uma sombra para estender a manta, bom lanche!

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

 

15
Mar19

A varicela

Revista Saúda

Farmacéutica.jpg

A Primavera está quase aí e para além das habituais alergias sazonais, alguns pais podem ter ainda que lidar com a tão temida…. Varicela!  

É uma doença comum na infância, altamente contagiosa, que se dissemina facilmente entre irmãos ou colegas de escola, através da saliva, quando a criança tosse, fala ou espirra e através do contacto directo com as vesículas na pele.

Esta infecção é causada pelo vírus Herpes varicella zoster, e afecta sobretudo crianças até aos 12 anos.

A manifestação que caracteriza a varicela são as pequenas manchas avermelhadas na pele que podem ser confundidas com uma picada de insecto.

 A febre ligeira, as dores de cabeça, a falta de apetite, a dor de estômago e o mal-estar geral, são alguns dos sintomas provocados pela infecção.

E agora o que faço?

 

  • Primeiro: Isolar e tratar a criança doente até que as borbulhas sequem, é a melhor forma de evitar o contágio,
  • Segundo: Evitar coçar as borbulhas porque podem perfurar as vesículas ou remover as crostas cedo demais  abrindo assim uma ferida, originando outras infecções (é importante manter as unhas da criança cortadas).
  • Terceiro: O tratamento é feito de acordo com os sintomas que o doente apresenta.

 

Gestos que cuidam

 

Para acalmar a comichão e evitar que as bolhas infectem é aconselhado adicionar no banho de água morna um produto com acção calmante (contendo amido ou aveia) e antisséptica (com clorohexidina). Após o banho é recomendado a aplicação de produtos com calamina (ou óxido de zinco) nas manchas e bolhas, evitando tocar nos olhos.

Se lesões se estenderem à boca e garganta deve-se dar alimentos moles ou líquidos e frios (sopas, iogurtes, papas) evitando todos os alimentos ácidos ou salgados.

Para baixar a febre e aliviar as dores da criança poderá ser administrado um antipirético analgésico como o paracetamol. A aspirina e derivados não devem ser usados pois podem causar doença grave nas crianças.

 

Depois de as crostas caírem aplique um protetor solar adequado ao tipo de pele e à idade da criança, para proteger do aparecimento de manchas na pele.

“ Vale a pena ir ao pediatra?”

Sim, vale sempre a pena ir ao pediatra, porque só ele pode despistar outras possíveis causas para os sintomas da criança (diagnóstico diferencial). No entanto, alguns dos casos podem ser resolvidos sem a intervenção do médico.

Em caso de febres altas ou que não desçam aquando da toma do analgésico, o médico deve ser consultado. O mesmo deve acontecer se as borbulhas infectarem ou se mudarem de forma em vez de secar. Em todo o caso, se ao fim de cinco dias não houver melhoria ou cessação dos sintomas, a criança tem que ser encaminhada para o médico.

Proteja as suas crianças informando-se junto do seu farmacêutico de família.

 

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

01
Mar19

Brincadeiras de Carnaval

Revista Saúda

 

Farmacéutica.jpg

 

Chegou um dos dias mais aguardados pela pequenada, o Carnaval!

É tempo para vestirem a pele do seu super-herói, da princesa favorita, do astronauta ou da bailarina. É vê-los a desfilar pela rua e na escola perante os olhares babados dos papás, de telemóvel em punho a registar todos os ângulos e poses das suas mini personagens num mundo faz-de-conta.

Para ajudar a tornar este momento ainda mais mágico juntam-se às fatiotas as pinturas de rosto. Certifique-se que estas cumprem todas as normas de segurança de brinquedos e cosméticos. Também devem ser à base de água e tão fáceis de aplicar como de remover. Quando escolher uma tinta de rosto e corpo verifique se são indicadas para a pele sensível da criança e que não contêm perfume nem parabenos.

Na hora de retirar as pinturas, prefira produtos de limpeza suaves, que reequilibrem a pele. Se usar água opte por um creme lavante  nutritivo, que preserve o filme hidrolipidico, respeitando perfeitamente o equilíbrio cutâneo bem como os efeitos secantes da água calcária. Se optar por uma limpeza sem enxaguamento aplique num algodão uma água de limpeza directamente nas zonas a limpar, com movimentos suaves. Após a limpeza aplique um cuidado hidratante, para recuperar o conforto da pele que pode ficar seca ou sensibilizada devido às tintas.

Em caso de dúvida pergunte à sua farmacêutica.

Boas brincadeiras!

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

15
Fev19

Mimos de São Valentim dentro do prazo de validade

Revista Saúda

 

Farmacéutica.jpg

 

A propósito do dia dos namorados, mime o seu mais que tudo, com um produto de dermo cosmética. Na sua farmácia, tem à sua disposição uma gama alargada de produtos, entre os quais cuidados hidratantes, de higiene, reparadores, antitranspirantes ou capilares.

Além de escolher o produto adequado ao tipo de pele ou cabelo, deve armazená-lo correctamente e respeitar o seu prazo de validade.

As coisas estragam-se: é um facto da vida. Por vezes a mudança é lenta, como quando falamos da decomposição de alguns plásticos que sabemos demorar centenas de anos… Por vezes é rápida, como quando deixamos a sopa fora do frigorífico e ao fim de dois dias está azeda.

Os processos que fazem com que os produtos se estraguem são muitos e variados, mas o importante a reter daqui é que lá porque são sintetizados em laboratório ou porque aparecem numa forma que se nos aparenta mais ou menos invulnerável, não implica que não se estejam a degradar.

Quando um produto é autorizado a ser comercializado tem de trazer consigo alguns “estudos de estabilidade”, ou seja, a informação do que acontece quando está exposto a determinadas condições de armazenamento durante determinado período de tempo. É com base nisso que se calcula o prazo de validade do produto, que é o tempo estipulado pelo fabricante na qual é garantida a utilização segura de um produto em boas condições:

  • Se o produto tem uma durabilidade mínima superior a 30 meses, deve indicar no rótulo o símbolo (boião aberto) que inclui o período de utilização em meses e/ou anos.
  • Se a durabilidade mínima é inferior a 30 meses tem que estar indicado no rótulo uma data limite de utilização.
  • Mas existem cosméticos sem prazo de validade indicado na embalagem, isto acontece no caso de produtos que não correm risco de deterioração ou de produtos que não se abrem (aerossóis)

 

É verdade que o produto muitas vezes está “bom” mesmo depois de passar o prazo de validade impresso, mas depende muito de vários factores,como as condições em que esteve armazenado.

Por isso produtos que estão fora do prazo  (impresso ou depois-de-aberto), ou que estiveram em condições de armazenamento menos-que-adequados devem ser entregues na farmácia.

Em caso de dúvida fale com o seu farmacêutico.

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

Publicidade

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D