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Histórias de Amor

Blogue das aventuras de quatro bebés e os conselhos de um pediatra.

Histórias de Amor

11
Out19

Ranger os dentes

Revista Saúda

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Ouve o seu filho a ranger os dentes durante o sono?

O bruxismo é um distúrbio bastante frequente na infância, caracterizado pelo apertar e ranger dos dentes.

A tensão provocada nos músculos e articulações dos maxilares pode provocar dor de cabeça e o desgaste dos dentes. Acaba por afectar a sua integridade  e comprometer a saúde oral.

Nas crianças é comum o bruxismo estar associado a obstrução nasal e queixas respiratórias, resultantes de hipertrofia das amígdalas e adenóides.

É normal que ocorram alterações de comportamento e atenção. O diagnóstico é feito em consulta de medicina dentária. O bruxismo nocturno pode ser controlado mediante o uso de uma goteira de relaxamento colocada na boca. A goteira vai proteger os dentes e reduzir a actividade muscular, evitando o contacto entre os dentes (protegendo o esmalte).

É aconselhável criar hábitos de relaxamento antes de a criança dormir, porque além de deixar os miúdos mais calmos, ajuda a criar uma rotina familiar mais zen:

-Tomar um banho quente

-Ouvir música calma

-Ler uma história ou livro

-Evitar actividades estimulantes

Apesar de o bruxismo ocorrer principalmente durante a noite, pode acontecer durante o dia. Neste caso, está, normalmente, associado ao stress e ansiedade. Por isso converse com a criança para perceber medos e ansiedades, ajudando-a a lidar com os problemas.

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmaceutica.pt

27
Set19

Desparasitar, todos os anos?

Revista Saúda

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É frequente ao balcão da farmácia, os pais esclarecerem dúvidas com o farmacêutico de família, acerca dos parasitas intestinais.

Há  diferentes tipos de parasitas intestinais, que podem entrar no corpo através do nariz, da pele, dos alimentos, da água ou picadas de insetos. Os mais comuns em Portugal são os Oxiúrus (Enterobius vermicularis) e as populares lombrigas (Ascaris lumbricoides).

A infestação pode ocorrer em qualquer idade mas é mais comum em idade escolar.

Como se transmitem?

A principal forma de contaminação é a via fecal-oral a partir da água ou de alimentos contaminados. Podem também ser transmitidos através de animais de estimação.

Os parasitas instalam-se no intestino, depositam os ovos na margem do ânus e esses ovos podem depois ser disseminados através das mãos, brinquedos ou outros objectos contaminados.

Quando uma criança entra em contacto com outra que está infectada e leva as mãos à boca, os ovos dos parasitas entram no organismo através do aparelho digestivo.

Quais são os sintomas?

É comum a criança ter muita comichão na zona perianal, andar irritada e ter insónias. Estes parasitas podem causar perda de peso, dor abdominal, náuseas, diarreia e febre, entre outros sintomas. Deve consultar o médico em caso de sintomatologia.

Como prevenir ou evitar uma reinfestação?

Em casa devemos explicar aos mais pequenos a importância de lavar as mãos. A preparação adequada dos alimentos, lavagem de frutas e vegetais, evitar a carne ou o peixe mal cozinhados é outra forma de prevenção. Ao desparasitar o seu animal de estimação estará também a proteger a sua família.

Devo desparasitar o meu filho todos os anos?

Só devemos desparasitar crianças e adultos quando há sintomas ou contacto directo com algum dos parasitas. É importante referir que as desparasitações sistemáticas além de não evitarem novas infecções podem desenvolver resistência aos medicamentos antiparasitários, impedindo que sejam eficazes quando realmente necessários.

Em caso de dúvida fale com o seu farmacêutico.

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

13
Set19

Piolhos sem preconceitos

Revista Saúda

 

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No regresso às aulas recebemos as boas vindas e ao fim de alguns dias, por vezes a seguinte missiva “Verificámos a existência de crianças com piolhos e lêndeas na nossa escola”.

Nós, pais com filhos a frequentar a escola, recebemos com alguma frequência este tipo de notificações ao longo do ano escolar: costumo até dizer em brincadeira que a escola é o paraíso dos piolhos.

Este micro bicho passeia de cabeça em cabeça quando estas se aproximam e encostam durante aqueles trabalhos de grupo ou, sejamos realistas: durante aquelas sessões de jogos de consolas ou telemóveis, e em brincadeiras como a habitual do salão de cabeleireiro.

Ah! E não nos esqueçamos daquele hábito de pendurar mais de um casaco ou chapéu num só cabide…

Se não receber a missiva informando a existência deste insecto na escola, é aconselhável de vez em quando reunir os míudos e proceder a uma inspecção à cabeça de cada um.

Comece por procurar atrás das orelhas e na nuca (os sítios preferidos dos piolhos). Para ter a certeza que não há piolhos ou lêndeas, passe um pente apropriado (daqueles com os dentes muito finos) nos cabelos da criança, madeixa a madeixa, passando de seguida o pente num lenço de papel branco para visualizar a presença ou não deste parasita.

Se não houver vestígios de invasores, lave o cabelo com um champô preventivo à base de óleos essenciais, que servem como repelente natural.

Hoje em dia há produtos na farmácia para tratar e prevenir os piolhos, não é preciso sujeitar os miúdos ao tradicional banho desagradável com vinagre.

Explique à criança por que não deve partilhar com os amiguinhos os objectos pessoais como roupa, chapéus, bandoletes e não encostar a cabeça aos colegas durante os trabalhos de grupo ou durante as brincadeiras.

Em casa cada um deve ter a sua escova, a sua toalha e a sua almofada: o que se gasta em roupa extra para lavar compensa-se em menor probabilidade de se espalharem os piolhos pela miudagem toda.

Verifique os lençóis e as almofadas, para ter a certeza que não há famílias indesejadas.

Os sofás, as cadeirinhas e os bancos do carro também devem ser alvo de uma inspecção e aspiração. Tudo isto porque basta sobreviver um único piolho para que a praga aconteça.

As roupas devem ser lavadas a 60ºC e os objectos que não se podem lavar devem ficar três dias fechados num saco de plástico.

Por vezes em conversa com as professoras percebo que os recados que enviam para casa não são suficientes para resolver esta epidemia, e que a situação ideal seria todos os pais começarem a fazer o tratamento aos filhos ao mesmo tempo.

Aconselho as professoras, auxiliares e educadoras a terem sempre o cabelo apanhado, porque a probabilidade de apanharem piolhos é menor.

Outro aspecto importante é a necessidade de combater também o próprio preconceito porque, ao contrário dos humanos, os piolhos não são preconceituosos e não fazem a distinção entre cabeças sujas e lavadas.

Os piolhos não voam, tão pouco saltam … mas sabem nadar!

Por isso é tão importante seguir a regra da touca quando se retoma as aulas de natação.

Outro ponto importante, quando aparece um piolho toda a família deve fazer o tratamento ao mesmo tempo e segui-lo à risca.

E, por favor, deixe-se o preconceito de lado e informem-se as professoras que sim, até o nosso filho fofinho apanhou um piolhito. Ninguém o vai interditar ou colocar de quarentena, e conseguimos melhor cuidar da saúde dos nossos filhos.

E já sabe, em caso de dúvida pergunte ao seu farmacêutico de família.

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

 

30
Ago19

Começar a preparar o regresso às rotinas rima com destralhar!

Revista Saúda

 

 

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Nesta altura do ano somos invadidos por uma bipolaridade de sentimentos, que passo de imediato a explicar.

Em plenas férias ou final delas para algumas famílias, somos invadidos, ainda de chinela no pé e cheirinho a protector solar na pele, por mega campanhas de regresso às aulas.

Há toda uma panóplia de material escolar para comprar, organizado por cores e bonecada nas prateleiras dos hipermercados e lojas afins, revestido com a parangona da poupança.

Depois de algum tempo de reflexão sobre este fenómeno do regresso às rotinas, o primeiro passo a dar antes de gastar um cêntimo é arrumar, escolher o que se pode aproveitar do ano anterior para o novo ano. Reciclar e poupar pode ser o mote da preparação do regresso à escola.

Se não precisamos das “tralhas”, fica aqui a sugestão de doar e se estiver em mau estado coloca-se nos contentores de reciclagem.

Envolver os mais pequenos no destralhe é uma oportunidade para explicar-lhes que se pode poupar quando reaproveitamos. Assim fica mais fácil de perceberem o porquê de resistir à compra de mais uma mochila, de mais estojo, de canetas e lápis bonitos com o boneco X ou Y.

Façam uma inspeção às mochilas e a todo o material escolar que se pode reaproveitar de um ano para o outro, incluindo entre irmãos, primos e amigos.

Hoje em dia as crianças estão mais sensibilizadas para as causas ambientais e para a importância da reciclagem, por isso vamos aproveitar!

A estratégia pode passar além do material escolar pelo vestuário, os brinquedos, a reorganização do quarto, incluindo o espaço de estudo.

Andamos anos a acumular “tralha” que nem chega a ver a luz do dia.

Muito soro para lavar o nariz e um anti-histamínico de toma oral podem ajudar a enfrentar as crises alérgicas, nariz ora entupido ora a pingar, e os espirros em catapulta provocados pela quantidade de pó e ácaros que se enfrenta assim que se começa a fazer arrumações.

Se tem sugestões de destralhe, partilhe com a sua farmacêutica.

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

16
Ago19

Quantos gelados por dia?

Revista Saúda

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Chegou o verão e o calor, na praia já se ouve o pregão da praxe: “Olha o gelado fresquinho!”

Além da água nada melhor do que um gelado saudável para refrescar.

Vamos aproveitar que a criançada está de férias para fazer um programa na cozinha, gelados, claro!

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Duas receitas de gelados para fazer em casa

 

-Gelado de iogurte grego com morangos

Leva apenas:

  • 500 g de iogurte grego natural
  • Morangos desidratados (a gosto)
  1. Colocar o iogurte numa forma quadrada e misturar os morangos
  2. Guardar no congelador durante a noite
  3. Retirar 10 minutos antes de servir

 

-Gelado de fruta

Leva apenas:

  • 1 Iogurte natural
  • 125 ml de leite
  • 2 Colheres de mel
  • Morangos congelados (ou outra fruta a gosto)
  • 1 Colher de sopa de sumo de 1 limão
  1. Deitar no liquidificador todos os ingredientes e triturar
  2. Distribuir a mistura por formas de gelado e levar ao congelador até que fiquem firmes.

Podem ser servidos ao lanche ou como sobremesa, e sempre que apetecer um geladinho, claro!

Luísa Leal, Farmacêutica

www.afarmacêutica.pt

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