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Histórias de Amor

Blogue das aventuras de quatro bebés e os conselhos de um pediatra.

Histórias de Amor

16
Nov17

O cavalinho azul

Revista Saúda

objecto de conforto

 

Durante a gravidez do Dinis fazia caminhadas no passadiço de Alvor com uma amiga, a Alda Costa. Nesses passeios falávamos de tudo e de nada. A Alda mostrava-me como é gratificante ser mãe, traçando um quadro sereno sobre a maternidade. Dizia-me que os filhos são os bem mais preciosos que temos, mas que precisamos de educá-los a vida inteira. Abordávamos também um flagelo que mora no Algarve chamado desemprego e que nos atingiu às duas. Partilhava também fantasmas e medos que me tiravam a paz de espírito. Desde que soube da existência da sementinha que tinha o pressentimento que alguma coisa ia correr mal. Coincidência, ou não, surgiram complicações no fim da gravidez como a perda de líquido amniótico que me impediram de dormir nas últimas três semanas. Num desses passeios, cruzámo-nos com um bonequinho azul perdido no passadiço. A Alda disse-me: «Olha, um bonequinho para o teu bebé. Estás grávida de um menino porque não o levas para casa? É um cavalinho azul que vai aconchegar o Dinis na hora de dormir.» Assim fiz e comentei com ela: «Parece um amuleto, enviado por Deus.»

Esta foi a última caminhada porque na semana seguinte, já estava de repouso em casa. O cavalinho azul ficou na varanda à espera do bebé. Quando o Dinis tinha três meses comecei a aproximá-lo do cavalinho azul e fiz dele seu cúmplice na hora do sono. É um consolo, depois de tudo o que vivemos, saber que o Dinis se tornou «amigo» do cavalinho que trouxe para casa.         

Zara 

 

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